num dos contos de José Régio – Marina e a Camélia - o narrador escreve o seguinte: “Mas a Marina vai saltitando e cantarolando; apesar do frio, do pé entrapado e das frieiras. Não parece infeliz! Talvez se sinta contente – a infância dispõe de infinitos recursos.”
Será que ainda disposmos desses recursos? acho que sim. No conto, mais adiante “Mas também não parecia infeliz, o velho Daniel, entre as suas flores, não obstante julgarem os estranhos que vivia em grande solidão e desconforto. A velhice, como a infância, lá tem os seus recursos próprios!”
temos recursos para superarmos as dificuldades ou vicissitudes da vida. temo-los à nossa disposição como na infância e na velhice. para quê queixarmo-nos?!! que desperdício de tempo e oportunidade.