Mercado de trabalho
Porque é que um tipo muito bem qualificado tem que ficar na miséria porque existem apenas lugares para excelentes? Se a Sociedade promove modelos em que tem bom emprego quem for excelente, terá que arranjar forma que quem fica de fora (uma questão numérica) não tenha uma vida miserável. Se a Sociedade evolui tecnologicamente dispensando trabalho manual, terá que cuidar da qualidade de vida de quem fica desactivo. Se a Sociedade escolhe abandonar sectores de actividade económica terá que suportar os custos de adaptação.
O trabalhador não é como um outro qualquer factor de produção.
As regras de mercado não funcionam. Numa altura em que os apoios sociais vão diminuindo, e a pressão do desgaste da qualidade de vida cresce todos os dias seria bom parar e reflectir.
Creio que não existe capacidade de mudança para reagir neste momento. Certamente as condições ir-se-ão degradar até atingir um limite e aí sim haverá condições para mudar.
No entanto acredito que se possa começar a fazer um trabalho de preparação.
“Temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo”
Certamente que existem empresários no nosso país que perspectivam as suas actividades económicas em objectivos além do lucro, da eficiência e eficácia.
Certamente que o Estado (sendo que é um organismo esquisito porque nós é que o somos) pode e deve fazer ainda mil e uma coisas, impondo ou incentivando.
Certamente que se deveria apostar em mudança de mentalidades, de organização estrutural começando logo por transmitir isso às gerações mais novas.
Mas como indivíduos podemos fazer? Ora se me tornar empresário poderei ser actor directo na mudança. Mas se não for? Movimento de cidadania?!! Parece-me bem!
Alguém alinha?!!
Mesmo criando um movimento ou associação falta conceber o essencial: linhas de acção!!! O que realmente fazer?
Alguém tem sugestões?
Existem muitas respostas e a sociedade civil fervilha hoje com opções a este estado dormente e podres de coisas… Aquela a que aderi foi o http://www.movimentolusofono.org/
Uma proposta entre outras, só que muito mais radical, já que implica mudar e refundar Portugal pela sua própria base… e que ambiciona a ser uma forma de concretizar os sonhos de Pessoa, Agostinho e Vieira para um “Quinto Império” ou “Reino do Espírito Santo” sob a forma de uma “União Lusófona”.
Comentário por Clavis Prophetarum — Março 29, 2008 @ 1:49 pm