Caminhamos alegremente para o Grande Irmão

Para quem vai aderir ao

cartão único:
 

 

 Assim vai ser o nosso futuro!!!

Telefonista: Pizza Hut, boa noite!

Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas…

Telefonista: Pode-me dar o seu NIN?

Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 8456 5463 2107.

Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes de 
Barros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 21549 4236, certo? 
O telefone do seu escritório na Liberty Seguros, é o 21 574 52 30 e o seu telemóvel
é o 96 266 25 66, correcto?

Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?

Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.

Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro 
Queijos e outra Calabresa…

Telefonista: Talvez não seja boa ideia…

Cliente: O quê…?

Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão 
e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de 
vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.

Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?

Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, com 
Tofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!

Cliente: Como é que sabe que vou adorar?

Telefonista: O senhor consultou a página ‘Receitas Gulosas com Soja’ da 
Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu 
ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão…

- Cliente: Ok, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!

Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos 
quatro filhos, pode ter a certeza.

Cliente: Quanto é?

Telefonista: São 49,99.

Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?

Telefonista: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O 
limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.

Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que 
chegue a Pizza.

Telefonista: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com 
o saldo negativo.

Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o 
dinheiro. Quando é que entregam?

Telefonista: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos. 
Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar 
duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso…

Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?

Telefonista: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimas 
prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e 
então, pensei que fosse utilizá-la.

- Cliente: Foooddddddd…….!!!!!!!!!

Telefonista: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado… Não se 
esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em 
público a um Agente da Autoridade

Cliente: (Silêncio).

- Telefonista: Mais alguma coisa?

Cliente: Não. É só isso… Não. Espere… Não se esqueça dos 2 litros de 
Coca-Cola que constam na promoção.

Telefonista: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 
095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas 
diabéticas…

Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!

Telefonista: E torcer um pé? O senhor mora no rés-do-chão…! 
 

Depois não digam que eu não avisei!
 

(Li, hoje, este texto e senti-me obrigado a publicá-lo aqui por identificar um perigo que os autores deste blog receiam.) 

 

Sinal de esperança?! Certamente.

Ontem, reuniram-se em Lisboa, no Teatro da Trindade, um conjunto de pessoas insatisfeitas com o estado actual do país, unidas por uma vontade de contrariar o espirito de desesperança vivido intensamente (e com razões para tal!) pelos portugueses. Falta dizer que também o que as unia nessa noite era uma simpatia pelas ideias políticas de ‘Esquerda’. Gente de Esquerda! Definir ‘Esquerda’ não é fácil. Tarefa que deixo para quem sabe. Limito-me a confiar no senso comum dos leitores.

Estive lá. Tive que esperar… como que uma especie de prova de resistência mas que foi premiada pelos discursos dos intervenientes: Manuel Alegre, José Soeiro e Isabel Allegro de Magalhães.

Retive algumas ideias que gostaria de partilhar e pôr à discussão:

- A pobreza não é inevitável;
- Existe um grande défice social;
- O Estado não é nenhum bicho que tem que ser abatido;
- A lógica neo-liberal é causadora do desequilibrio económico-social;
- A corrupção mantem-se porque é do interesse de uma minoria;
- É possível fazer alguma coisa para mudar;
- Os portugueses têm que se questionar do porque da inactividade perante o sofrimento;
- Pessoas sem direitos sociais não são livres;
- É bastante útil a união de todos os movimentos fora da lógica partidária.

Poderá ser o início de um grande movimento. Tivemos provas quer na candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República, quer na geração de movimentos civicos em volta do referendo relativo à despenalização do aborto, que existe vontade, energia, capacidade de reagir, de mudar na sociedade portuguesa (à margem dos partidos politicos) como tal desejo e acredito que é possível alcançar outras metas e promover a esperança de um Presente melhor!

Mercado de trabalho

Porque é que um tipo muito bem qualificado tem que ficar na miséria porque existem apenas lugares para excelentes? Se a Sociedade promove modelos em que tem bom emprego quem for excelente, terá que arranjar forma que quem fica de fora (uma questão numérica) não tenha uma vida miserável. Se a Sociedade evolui tecnologicamente dispensando trabalho manual, terá que cuidar da qualidade de vida de quem fica desactivo. Se a Sociedade escolhe abandonar sectores de actividade económica terá que suportar os custos de adaptação.
O trabalhador não é como um outro qualquer factor de produção.

As regras de mercado não funcionam. Numa altura em que os apoios sociais vão diminuindo, e a pressão do desgaste da qualidade de vida cresce todos os dias seria bom parar e reflectir.

Creio que não existe capacidade de mudança para reagir neste momento. Certamente as condições ir-se-ão degradar até atingir um limite e aí sim haverá condições para mudar.

No entanto acredito que se possa começar a fazer um trabalho de preparação.

“Temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo”

Mahatma Gandhi 

Certamente que existem empresários no nosso país que perspectivam as suas actividades económicas em objectivos além do lucro, da eficiência e eficácia.
Certamente que o Estado (sendo que é um organismo esquisito porque nós é que o somos) pode e deve fazer ainda mil e uma coisas, impondo ou incentivando.
Certamente que se deveria apostar em mudança de mentalidades, de organização estrutural começando logo por transmitir isso às gerações mais novas.

Mas como indivíduos podemos fazer? Ora se me tornar empresário poderei ser actor directo na mudança. Mas se não for? Movimento de cidadania?!! Parece-me bem!
Alguém alinha?!!
Mesmo criando um movimento ou associação falta conceber o essencial: linhas de acção!!! O que realmente fazer?
Alguém tem sugestões?

verdade, ego, mudança

até onde se pode aconselhar livremente um caminho, uma atitude, uma acção a uma outra pessoa? será que temos distância suficiente do nosso ego? não estaremos a tentar moldar o mundo à nossa vontade?

o que interessa saber numa determinada altura do dia ou da vida: a brutalidade da verdade ou uma simpática e harmoniosa meia verdade? não dará a primeira uma alavanca mais potente para a mudança?!!!!!!!!!. 

Pensar duas vezes!…

 Another Day In Paradise – PHIL COLLINS

She calls out to the man on the street
“Sir, can you help me?
It’s cold and I’ve nowhere to sleep,
Is there somewhere you can tell me?”

He walks on, doesn’t look back
He pretends he can’t hear her
Starts to whistle as he crosses the street
Seems embarrassed to be there

Oh think twice, it’s another day for
You and me in paradise
Oh think twice, it’s just another day for you,
You and me in paradise

She calls out to the man on the street
He can see she’s been crying
She’s got blisters on the soles of her feet
Can’t walk but she’s trying

Oh think twice…

Oh lord, is there nothing more anybody can do
Oh lord, there must be something you can say

You can tell from the lines on her face
You can see that she’s been there
Probably been moved on from every place
‘Cos she didn’t fit in there
Oh think twice…

Estive a ler umas interpretações desta música num site interessante SongMeanings. Se pensarmos duas vezes talvez contribuiremos para o nosso lugar no Paraíso / ou um Paraíso para quem não tem nada. Se pensarmos duas vezes talvez vejamo-nos de outra forma. Se pensarmos duas vezes talvez consigamos mudar as coisas… ep,”

expectativas sobre o exterior

é tão estupido o sofrimento que nós criamos ao desenvolver expectativas sobre as pessoas e circunstâncias. expectativas que não são mais do que extensões e reflexos do nosso modo egoísta de ver o mundo

confirma-se então mais uma vez que somos os carrascos e libertadores de nós próprios. é uma questão de escolha, de querer mudar.

o modo de agir e o instinto

quando a pessoa representa várias personagens durante a sua vida (principalmente no dia-a-dia) consoante os cenários e as outras personagens,  é difícil, mesmo ao fim de algum tempo de reflexão, saber qual o seu modo natural de agir.

Será o instinto o seu modo natural de agir? deverá a pessoa segui-lo? até que ponto, na mania de se encaixar nos planos da acção, não se guardou o instinto algures na confusão?