mudar de vida

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens…que ser assim?…

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
 

António Variações

 Esta música, interpretada pelos Humanos é mais uma pérola que António Variações nos deixou.  O que é que nos faz estar paralisados perante o sofrimento, a angústia, etc… se não vivemos satisfeitos porque não mudamos a nossa vida? Será que queremos acreditar que é o mundo exterior que determina a nossa felicidade, o nosso bem-estar?Certamente que há vida a latejar dentro de nós, mas de que necessitamos para vencer a inércia? Motivação não devia faltar!

A Compaixão de Dalai Lama

 Sua Santidade, o Dalai Lama, esteve em Lisboa. 

Viver praticando a Compaixão* deve ser extraordinário, porque este Ser Humano transmite a serenidade e a alegria que, por vezes, imaginamos um dia alcançar, ou que, eventualmente tenhamos alcançado por breves instantes.

Valerá a pena praticá-la, porque transporta em si o gene da mudança para um mundo mais feliz.

(*) – o conceito de Compaixão da filosofia budista tibetana difere do senso comum. 

fragilidade e intensidade

” O que me perturbava – decerto porque a fadiga tornara o meu espírito mais vulnerável – era ver a deusa Fortuna em acção. Um dia, uma cidade segura e próspera acorda com o inimigo a trepar-lhe os muros e então aqueles que sempre foram livres, filhos e netos de homens livres, passam a escravos; as mulheres que se julgavam respeitadas e protegidas vêem-se mero objecto da luxúria dos conquistadores. Poucas horas bastam para pôr fim a um mundo que parecia feito para durar. Se cada homem tivesse sempre bem presente, em todos os momentos da vida, a ideia da horrível fragilidade do seu mundo, a humanidade já teria enlouquecido. Ou talvez tenha enlouquecido.”                           João Aguiar, in A Hora de Sertório

 

essa fragilidade pode não ser horrível. Não dar por garantido o nosso ‘mundo’ é inevitável para que o momento seja vivido autenticamente. o brilho da vida à nossa volta transcende-se. Será que conseguimos aguentar tanta intensidade?