a Mentira

a descoberta de uma mentira é um processo de sofrimento para o Homem. há quem viva cravejado de mentiras e vive ‘feliz’ porque o estado de ignorância o protege. mas quando descobre a ilusão entra de imediato em sofrimento. obviamente que também pode ser agente activo da mentira: mente, não deixando, contudo, de sofrer por isso.

existem uma série de categorias e graus da mentira. cada um mede-as com subjectividade, no entanto, penso ser senso comum que as mentiras mais dolorosas, as mais dificeis de suportar (no momento da descoberta) são aquelas em que simultaneamente se é o agente activo e passivo, isto é, quando a pessoa quer iludir-se.

será, talvez, uma decisão sensata caminhar na vida sem esse peso, sem essa ilusão. se depende exclusivamente da própria pessoa então deveria ser fácil eliminar uma das causas do sofrimento. o direito à verdade deveria estar consagrado na Declaração Universal dos Direitos humanos. e quem é que na posse de um direito destes vai negá-lo a si próprio?

não parece racional! no entanto acontece. será que as pessoas são ‘tontas’? acho que não. penso que a resposta está no porquê preferirem a mentira naquele momento. ignorância? fraqueza? cobardia? protecção? ingenuidade? …

proposta de mudança: guardar uns minutos, de vez em quando, para desbloquear as ilusões.

Moonshadow – Cat Stevens, Anjos e Aquarela

Cat Stevens – Moonshadow

Oh, I’m bein’ followed by a moonshadow, moonshadow, moonshadow
Leapin and hoppin’ on a moonshadow, moonshadow, moonshadow
 
And if I ever lose my hands, lose my plough, lose my land,
Oh if I ever lose my hands, Oh if…. I won’t have to work no more.
And if I ever lose my eyes, if my colours all run dry,
Yes if I ever lose my eyes, Oh if…. I won’t have to cry no more.
 
And if I ever lose my legs, I won’t moan, and I won’t beg,
Yes if I ever lose my legs, Oh if…. I won’t have to walk no more.
And if I ever lose my mouth, all my teeth, north and south,
Yes if I ever lose my mouth, Oh if…. I won’t have to talk…
 
Did it take long to find me? I asked the faithful light.
Did it take long to find me? And are you gonna stay the night? 
 

é preciso uma grande fé, uma enorme disponibilidade para viver, para se sentir deste modo!

e aliás temos sempre a ajuda de Anjos na Terra:

e perspectivas da vida para investigar:

AQUARELA

Composição: Guido Morra, Maurício Fabrizio, Toquinho e Vinícius de Moraes
Interpretação: Toquinho

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva

Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul
Vou com ela, viajando, Havai, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco, navegando, é tanto céu e mar num beijo azul

Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno, indo
E se a gente quiser ele vai pousar

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo

Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar

Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia, enfim, descolorirá

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (Que descolorirá)
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (Que descolorirá)
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (Que descolorirá)

Desafio

“(…) ando a aprender a pescar o peixe-Paz, mas quando me oferecem uma rosa-Paz não tenho vocabulário para agradecer.”
                                     Arped Lasidarmo

Fotografia de Umbíguo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este post é a resposta ao desafio lançado por Umbíguo a 25 de Maio de 2008

É nos pedida uma frase, um conceito acompanhado de uma imagem, para uma curta biografia (nossa).

Devemos colocar um link para quem nos desafiou e desafiar 5 bloggers.

Desafio os seguintes: Verdades D’Arnaldo, The In Me, Cantares de Amigo, Encosta do Mar, In the Wave of thought!

Sinal de esperança?! Certamente.

Ontem, reuniram-se em Lisboa, no Teatro da Trindade, um conjunto de pessoas insatisfeitas com o estado actual do país, unidas por uma vontade de contrariar o espirito de desesperança vivido intensamente (e com razões para tal!) pelos portugueses. Falta dizer que também o que as unia nessa noite era uma simpatia pelas ideias políticas de ‘Esquerda’. Gente de Esquerda! Definir ‘Esquerda’ não é fácil. Tarefa que deixo para quem sabe. Limito-me a confiar no senso comum dos leitores.

Estive lá. Tive que esperar… como que uma especie de prova de resistência mas que foi premiada pelos discursos dos intervenientes: Manuel Alegre, José Soeiro e Isabel Allegro de Magalhães.

Retive algumas ideias que gostaria de partilhar e pôr à discussão:

– A pobreza não é inevitável;
– Existe um grande défice social;
– O Estado não é nenhum bicho que tem que ser abatido;
– A lógica neo-liberal é causadora do desequilibrio económico-social;
– A corrupção mantem-se porque é do interesse de uma minoria;
– É possível fazer alguma coisa para mudar;
– Os portugueses têm que se questionar do porque da inactividade perante o sofrimento;
– Pessoas sem direitos sociais não são livres;
– É bastante útil a união de todos os movimentos fora da lógica partidária.

Poderá ser o início de um grande movimento. Tivemos provas quer na candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República, quer na geração de movimentos civicos em volta do referendo relativo à despenalização do aborto, que existe vontade, energia, capacidade de reagir, de mudar na sociedade portuguesa (à margem dos partidos politicos) como tal desejo e acredito que é possível alcançar outras metas e promover a esperança de um Presente melhor!