a mudança e a História

Para percebermos as mudanças torna-se necessário conhecer e entender a História. E se quisermos provocar mudanças torna-se obrigatório conhecer e entender a História.

Aqui fica uma homenagem e o testemunho de um homem da História:

Desafio

Fui desafiado pela umbíguo .

o desafio é simples:

1 – AGARRAR O LIVRO MAIS PRÓXIMO

2 – ABRIR NA PÁGINA 161

3 – PROCURAR A QUINTA FRASE COMPLETA

4 – COLOCAR A FRASE NO BLOG

5 – PASSAR PARA CINCO PESSOAS, À ESCOLHA

Calhou a seguinte frase:

“Mantendo apenas este contrato até ao seu vencimento, o agricultor é obrigado a entregar a beterraba pelo preço estabelecido no contrato.”

livro: Elementos de Contabilidade Geral, de António Borges, Azevedo Rodrigues e Rogério Rodrigues. Áreas Editora.

 ponto 5 do desafio:

 – Arnaldo de Verdades D’Arnaldo; Gisela de Reminiscências; Ramos de THE IN ME; Catia de In The Wave Of Thought !; mp de Versos primários.

 

 

 

 

história engraçada e as nossas ilusões

O Rapaz ia estudar durante a tarde. Convidou a Rapariga para um encontro ao final da tarde num jardim em frente à biblioteca onde ia estudar. Chamava-se Plano Ideal e vivia na mente do Rapaz, no entanto, recebeu apenas um talvez ou um ‘se for digo-te’. Ou algo parecido entendido como um sim. Um plano ideal nunca é desfeito por um talvez. O estudo começou bem. À medida que o Tempo passeava ia crescendo um bicho chamado ansiedade. O Plano Ideal ordenou de imediato ao conselho dos adivinhos a justificação da ausência de confirmação. A magnifica produção do conselho emitiu um rol de conclusões perfeitamente lógicas: ‘ainda não sabe’; ‘deve estar prestes a comunicar’; ‘quando sair de lá ela avisa’; ‘quando chegar dá um toque’; ‘um pequeno imprevisto está a atrasa-la’; etc. O Tempo estava parvo: seguia devagar ou depressa consoante as conclusões do conselho dos adivinhos. Até que a Razão emitiu um comunicado a dizer que a Rapariga não vinha nem diria nada. O conselho de adivinhos protestou mas acabou por subscrever, apesar de anunciar um grupo de trabalho especifico para saber o porquê da ausência. O Plano Ideal desfez-se em lágrimas renascendo o Plano Possível. Decretou que o Rapaz fosse sozinho para o jardim. O Rapaz assim fez. Uma Tristeza-menina veio fazer companhia no banco do jardim. Mostrou-lhe as árvores, os pardais, a luz do sol suave, as nuvens de vários tons e formas, as cores do jardim e das pessoas que passavam. Alertou-o para os sons mais escondidos. Balanceou-o na brisa que passava. Distraído com todas essas coisas nem a viu partir. Sorriu e admirou-se por isso. Não sabe de onde veio mas sentiu uma paz e uma alegria comovente (…)

Esta história, que acho engraçada, é tal que mencionei num comentário ao post a Mentira .

As ilusões que nós próprios criamos podem contribuir para o nosso sofrimento. A ilusão que o rapaz criou na sua mente foi a fonte do seu próprio sofrimento. Toda aquela ansiedade e desilusão eram desnecessárias…

Bom pensei mesmo que dava direito a um post. Agora fico na dúvida. Será uma ilusão? As vezes interrogo-me se a minha esperança que o Mundo vai mudar é uma ilusão? É que ninguém fez boicote aos jogos olímpicos de Pequim, a Rússia continua a gozar com Europa Ocidental, em Angola as eleições vão ser ‘livres’, e o governo português continua a achar que comanda carneirada e já atira lama aos olhos dos cidadãos… 

… e procuro a tal alegria e paz. os tais planos possíveis:

“A minha fé mais profunda é que podemos mudar o mundo pela verdade e pelo amor.” / “Você deve ser a própria mudança que deseja ver no mundo.” / “O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente.” Mahatma Gandhi

Espírito Olímpico

Desconheço a plenitude do espírito olímpico. Também desconheço a plenitude do espírito do atleta olímpico.

 

Penso que uma parte dele será o da dedicação de corpo e alma a um determinado objectivo que se traduz na execução de uma tarefa desportiva.

 

Existe a preparação física, emocional, mental e espiritual que combina bem com a atitude de alta competição.

 

Fez-me pensar que traduzindo esse ambiente para as nossas vidas seria interessante interrogarmo-nos se temos esse espírito olímpico nas nossas vidas. (se é que é benéfico!!??)

 

Será que nos esforçamos para a medalha de ouro?

 

Será que nas modalidades praticadas em grupo fazemos o nosso melhor?

 

Que objectivos/metas traçamos para as ‘nossas’ provas olímpicas? Serão realistas? Será que chegamos estabelecê-las?

 

Proposta de mudança: trabalhar a excelência olímpica na nossa vida.

 

rascunhos de pensamento

ultimos rascunhos:

– extremamente dificil dar sem esperar receber, nem que seja uma palavra ou sorriso de agradecimento.

– entramos numa casa sem no entanto questionarmos quem a fez, e de que forma a construiu e sob que fórmulas matemáticas, e leis de fisica, etc… que desconhecemos. entramos calmamente com uma certeza da solidez da casa, uma certeza que não é baseada em verificações, em provas visiveis. não será isto semelhante ao sentimento de fé?!  

– quem é que conseque sentir o pulso da Terra?  como?

– a ordem estabelecida da sociedade é contraria à naturalidade. porque é que a nossa organização colectiva difere do que é o natural?

a Mentira

a descoberta de uma mentira é um processo de sofrimento para o Homem. há quem viva cravejado de mentiras e vive ‘feliz’ porque o estado de ignorância o protege. mas quando descobre a ilusão entra de imediato em sofrimento. obviamente que também pode ser agente activo da mentira: mente, não deixando, contudo, de sofrer por isso.

existem uma série de categorias e graus da mentira. cada um mede-as com subjectividade, no entanto, penso ser senso comum que as mentiras mais dolorosas, as mais dificeis de suportar (no momento da descoberta) são aquelas em que simultaneamente se é o agente activo e passivo, isto é, quando a pessoa quer iludir-se.

será, talvez, uma decisão sensata caminhar na vida sem esse peso, sem essa ilusão. se depende exclusivamente da própria pessoa então deveria ser fácil eliminar uma das causas do sofrimento. o direito à verdade deveria estar consagrado na Declaração Universal dos Direitos humanos. e quem é que na posse de um direito destes vai negá-lo a si próprio?

não parece racional! no entanto acontece. será que as pessoas são ‘tontas’? acho que não. penso que a resposta está no porquê preferirem a mentira naquele momento. ignorância? fraqueza? cobardia? protecção? ingenuidade? …

proposta de mudança: guardar uns minutos, de vez em quando, para desbloquear as ilusões.

Desafio

“(…) ando a aprender a pescar o peixe-Paz, mas quando me oferecem uma rosa-Paz não tenho vocabulário para agradecer.”
                                     Arped Lasidarmo

Fotografia de Umbíguo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este post é a resposta ao desafio lançado por Umbíguo a 25 de Maio de 2008

É nos pedida uma frase, um conceito acompanhado de uma imagem, para uma curta biografia (nossa).

Devemos colocar um link para quem nos desafiou e desafiar 5 bloggers.

Desafio os seguintes: Verdades D’Arnaldo, The In Me, Cantares de Amigo, Encosta do Mar, In the Wave of thought!

Mercado de trabalho

Porque é que um tipo muito bem qualificado tem que ficar na miséria porque existem apenas lugares para excelentes? Se a Sociedade promove modelos em que tem bom emprego quem for excelente, terá que arranjar forma que quem fica de fora (uma questão numérica) não tenha uma vida miserável. Se a Sociedade evolui tecnologicamente dispensando trabalho manual, terá que cuidar da qualidade de vida de quem fica desactivo. Se a Sociedade escolhe abandonar sectores de actividade económica terá que suportar os custos de adaptação.
O trabalhador não é como um outro qualquer factor de produção.

As regras de mercado não funcionam. Numa altura em que os apoios sociais vão diminuindo, e a pressão do desgaste da qualidade de vida cresce todos os dias seria bom parar e reflectir.

Creio que não existe capacidade de mudança para reagir neste momento. Certamente as condições ir-se-ão degradar até atingir um limite e aí sim haverá condições para mudar.

No entanto acredito que se possa começar a fazer um trabalho de preparação.

“Temos de nos tornar a mudança que queremos ver no mundo”

Mahatma Gandhi 

Certamente que existem empresários no nosso país que perspectivam as suas actividades económicas em objectivos além do lucro, da eficiência e eficácia.
Certamente que o Estado (sendo que é um organismo esquisito porque nós é que o somos) pode e deve fazer ainda mil e uma coisas, impondo ou incentivando.
Certamente que se deveria apostar em mudança de mentalidades, de organização estrutural começando logo por transmitir isso às gerações mais novas.

Mas como indivíduos podemos fazer? Ora se me tornar empresário poderei ser actor directo na mudança. Mas se não for? Movimento de cidadania?!! Parece-me bem!
Alguém alinha?!!
Mesmo criando um movimento ou associação falta conceber o essencial: linhas de acção!!! O que realmente fazer?
Alguém tem sugestões?