a última aula

a última aula de Randy Pausch foi um grande fenómeno. como seria se fosse a nossa? que mudanças provocaríamos? será que temos a força de conquistar os sonhos da nossa infância? será que temos a força de ultrapassar os obstáculos? será que conseguimos dar testemunho útil aos outros?

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Dar

“Aprendei a dar, pois, quando dais, vós recebeis. É uma lei da física: no Universo, o vazio não é aceite. Aliás, existe uma fórmula bem conhecida: «A Natureza tem horror ao vazio»; sempre que surge o vazio algures, imediatamente qualquer coisa vem preenchê-lo. Vós retirais de uma garrafa a água que ela contém e imediatamente o ar penetra nela; se conseguirdes retirar de lá o ar, uma matéria mais subtil virá ocupar esse espaço. É sempre um elemento mais subtil que vem substituir aquele que foi retirado. Essa lei física também se aplica aos domínios psíquico e espiritual. Portanto, se esvaziardes os vossos reservatórios interiores dando o vosso amor e os vossos bons desejos a todas as criaturas, imediatamente chegará do mundo divino um elemento mais subtil para vos preencher.”

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Discurso de Cristovam Buarque

Tive conhecimento do seguinte discurso:

Discurso do Ministro Brasileiro da Educação nos EUA… Este discurso merece ser lido, afinal não é todos os dias que um brasileiro dá um ‘baile’ educadíssimo aos Americanos…

Durante um debate numa universidade dos Estados Unidos o actual Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência em alguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros). Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta de Cristovam Buarque:

‘De facto, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também a de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro… O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito
de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos,ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país.
Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo.

O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar que esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Porisso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro,Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história domundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.

Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.

Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!’

 

 

 

Desiderata

Este texto é de Max Ehrmann e esta tradução é de Padre António Maria Cabral. Um texto que me encontrou há uns anos e que há pouco tempo redescobri.

DESIDERATA

Caminha pacificamente por entre o ruído e a pressa; lembra-te da paz que pode haver no silêncio. Tanto quanto puderes, e sem transigências, vive em harmonia com todas as pessoas. Diz o que pensas serena e limpidamente, e escuta os outros, mesmo os banais e os ignorantes; também eles têm uma palavra a dizer. Evita os barulhentos e os agressivos, porque são uma tortura para o espírito.

Se te comparares com os outros, podes tornar-te vaidoso e amargo, pois sempre haverá pessoas maiores e menores que tu. Goza os teus triunfos e os teus projectos. Interessa-te pela tua vida, por mais humilde que seja; é um bem autêntico, apesar das mudanças e dos tempos.

Tem cautela nos negócios, porque o mundo está cheio de perigos. Mas não deixes que isso te cegue em relação ao bem que existe. Muitas pessoas lutam por ideais elevados, e em toda a parte a vida está cheia de heroísmos. Sê quem és. Especialmente não aparentes afeições que não sintas. E também não sejas cínico quanto ao amor; não obstante a aridez e o desencanto, o amor é perene com a relva.

Aceita docemente o conselho dos anos, abdicando de boa vontade das coisas da juventude. Cultiva a força do espírito, para te proteger de súbitas desgraças. Mas não te tortures com imaginações. Muitos medos nascem do cansaço e do aborrecimento.

Para além duma íntegra disciplina, trata-te bem a ti mesmo. És filho do universo, como as árvores e as estrelas. E quer o vejas claramente ou não, o universo evolui como deve.

Por tudo isto, vive em paz com Deus, seja qual for a ideia que d’Ele tenhas. E quaisquer que sejam as tuas lutas e aspirações na ruidosa confusão da vida, permanece em paz com a tua alma. Com todos os equívocos e incómodos, continua a ser um mundo muito bonito. Alegra-te. Esforça-te por ser feliz.

O que acharam? apenas bonito?  não haverá aqui algumas ideias interessantes,  libertadoras?!! penso que também se manifesta a ideia de que está na pessoa ao poder e a responsabilidade de mudar as coisas.

época de mudança…

 « O que é que nós festejamos no Natal? A união da alma com o espírito. A alma e o espírito unem-se para trazer ao mundo um germe que é um ponto de partida em nós para uma nova consciência. Esta consciência manifesta-se como uma luz interior que expulsa as trevas… Como um calor tão intenso que, mesmo que o mundo inteiro nos abandone, jamais nos sentimos sós… Como uma vida abundante que fazemos jorrar por toda a parte onde os nossos pés nos levam. Esta consciência é também acompanhada de um afluxo de forças que queremos consagrar à edificação e construção do Reino de Deus e, ao mesmo tempo, de uma alegria, a alegria extraordinária de nos sentirmos em ligação com todo o Universo, com todas as almas evoluídas, de fazer parte dessa imensidão… Finalmente, temos a certeza de que ninguém pode retirar-nos esta alegria. Na Índia, chama-se a esse estado a consciência búdica, e os cristãos chamam-lhe o nascimento do Cristo. »

Omraam Mikhael Aivanhov

a naturalidade de amar

(…)Estar apaixonado é a coisa mais madura e realista que se pode fazer. Traz energia às nossas vidas, preenche-nos com uma disposição positiva, desperta a generosidade e torna cada momento pleno de beleza. (…) Estar apaixonado é o nosso estado natural (…)”                        

                                   Brenda Shoshanna, em ‘Zen e a arte de Amar’ 

Gosto de concordar com esta ideia. Certamente estou a ser incoerente. Vocês concordam com a ideia da autora?

Liberdade de mudar

[…] o que penso ou escrevo hoje é do eu de hoje; o de amanhã é livre de, a partir de hoje, ter sua trajectória própria e sua meta particular. Mas, se quiserem pôr-me assinatura que notário reconheça, dirão que tenho a coerência do incoerente e a originalidade de não me importar nada com isso.

                                Agostinho da Silva