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a última aula Setembro 13, 2009

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a última aula de Randy Pausch foi um grande fenómeno. como seria se fosse a nossa? que mudanças provocaríamos? será que temos a força de conquistar os sonhos da nossa infância? será que temos a força de ultrapassar os obstáculos? será que conseguimos dar testemunho útil aos outros?

www.thelastlecture.com

Poema do Menino Jesus / Doce mistério da vida Agosto 12, 2009

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Poema do Menino Jesus

Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.

No céu tudo era falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque nem era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E que nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar para o chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
“Se é que ele as criou, do que duvido.” -
“Ele diz por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres.”
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.

… … … … … … … … … … … … … … … … … … …

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

… … … … … … … … … … … … … … … … … … …

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar

Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
… … … … … … … … … … … … … … … … … … …

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam ?

Alberto Caeiro

 

Doce Mistério da Vida
Maria Bethânia
Composição: Victor Herbert / Rida Johnson Young (versão: Alberto Ribeiro)

Minha vida que parece muito calma
Tem segredos que eu não posso revelar
Escondidos bem no fundo de minh’alma
Não transparecem nem sequer em um olhar
Vive sempre conversando à sós comigo
Uma voz eu escuto com fervor
Escolheu meu coração pra seu abrigo
E dele fez um roseiral em flor
A ninguém revelarei o meu segredo
E nem direi quem é o meu amor

 

onde estará a verdade? na soma das perspectivas diferentes? no mistério da vida?  é o coração o veiculo para o centro do universo? que tal escutar o nosso menino Jesus, ou o nosso coração, para que possamos mudar e sermos felizes…

Silêncio Junho 22, 2009

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NUNCA É SILÊNCIO VÃO

Nunca é silêncio vão
Esse que tenho contigo
Pensando em nós no que for
Só sei que sinto o amor
Quando te calas comigo.

E lá ficamos os dois
De mãos dadas no meu carro.
Consolas.me sempre assim
Calado junto de mim
Vendo as tristezas que varro.

E por mais que explique bem
O que vai no coração,
É do nada que vem tudo,
Nesse teu olhar tão mudo
Nunca há silêncio vão.

Letra: Carminho / Música: Pedro Rodrigues

bonito poema. penso que muita gente esquece de partilhar o silêncio. muda completamente a perspectiva. o silêncio é terreno fértil para a mudança.

Nota: vale a pena ouvir este e outros fados cantados por Carminho.

Renovar Abril 23, 2009

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Gaivota

(Composição original: Alexandre O’Neill / Alain Oulman)

Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de lisboa
No desenho que fizesse,
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa,
Esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
Dos sete mares andarilho,
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse,
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu,
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro,
Esse olhar que era só teu,
Amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
Morreria no meu peito,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração.

Renovar é mudança? Será a mesma coisa que actualizar?
Segundo Infopedia é:

verbo transitivo
1. repetir
2. substituir por coisa melhor
3. pôr novamente em vigor
4. relembrar
5. reabrir
6. tornar novo
7. dar aparência de novo a
8. consertar
9. melhorar

verbo intransitivo
rebentar ou desabrochar de novo

verbo pronominal
1. tornar-se novo
2. rejuvenescer
3. regenerar-se
4. repetir-se

(Do lat. renováre, «id.»)

Renovamos porque já não conseguimos a originalidade? O que é isso de original? é tudo reinventado e renovado? somos pessoas renovadas? há algum mal nisso?
será temos que ser algo de bom para que haja material para a renovação? ou a renovação é conservação do que é bom?
é a renovação que garante a imortalidade de uma boa ideia? de uma coisa bela, do essencial?
é apenas renovado aquilo que merece ser preservado?
na renovação o que se muda e o que é que se mantem?

A canção é bonita.

revolutionary road Fevereiro 24, 2009

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Se uma pessoa não preenche o vazio que se abre dentro dela isso torna-se uma necessidade não satisfeita que condiciona a sua felicidade.

As personagens principais do filme ‘Revolutionary Road’ entram em ruptura com elas próprias dinamitando a própria relação (consequência lógica). Como escapar a essa loucura? Ao tal vazio desesperante?! A lucidez não basta. O argumento do filme não dá resposta nem pistas. Apenas identifica o problema e demonstra a precipitação para a tragédia de quem não consegue iludir-se ou de quem não consegue acomodar-se.

Quer sejamos jovens ou adultos os sonhos que não realizamos terão que ser substituídos por outros, caso contrário, ficamos agarrados a uma decepção (connosco) entrando num caminho depressivo e abrindo um vazio. Se, por outro lado, não sabemos o que queremos da vida … aí penso que a tarefa de encontrar o sentido é mais complicada. É navegar sem orientação e aí nenhum vento será favorável como dizia Séneca. Provavelmente ter-se-á que pensar fora dos limites que nos impusemos. Voltar a ser Criança, voltar à Simplicidade, à Natureza talvez seja a resposta. Recomeçar. O acto de interrogar a Vida é um acto inteligente visto que a dialogar é que os humanos se entendem.

Dar Fevereiro 20, 2009

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“Aprendei a dar, pois, quando dais, vós recebeis. É uma lei da física: no Universo, o vazio não é aceite. Aliás, existe uma fórmula bem conhecida: «A Natureza tem horror ao vazio»; sempre que surge o vazio algures, imediatamente qualquer coisa vem preenchê-lo. Vós retirais de uma garrafa a água que ela contém e imediatamente o ar penetra nela; se conseguirdes retirar de lá o ar, uma matéria mais subtil virá ocupar esse espaço. É sempre um elemento mais subtil que vem substituir aquele que foi retirado. Essa lei física também se aplica aos domínios psíquico e espiritual. Portanto, se esvaziardes os vossos reservatórios interiores dando o vosso amor e os vossos bons desejos a todas as criaturas, imediatamente chegará do mundo divino um elemento mais subtil para vos preencher.”

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Desafio Fevereiro 10, 2009

Posted by anlundo in Notas Comuns.
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Fui desafiado pela umbíguo .

o desafio é simples:

1 – AGARRAR O LIVRO MAIS PRÓXIMO

2 – ABRIR NA PÁGINA 161

3 – PROCURAR A QUINTA FRASE COMPLETA

4 – COLOCAR A FRASE NO BLOG

5 – PASSAR PARA CINCO PESSOAS, À ESCOLHA

Calhou a seguinte frase:

“Mantendo apenas este contrato até ao seu vencimento, o agricultor é obrigado a entregar a beterraba pelo preço estabelecido no contrato.”

livro: Elementos de Contabilidade Geral, de António Borges, Azevedo Rodrigues e Rogério Rodrigues. Áreas Editora.

 ponto 5 do desafio:

 - Arnaldo de Verdades D’Arnaldo; Gisela de Reminiscências; Ramos de THE IN ME; Catia de In The Wave Of Thought !; mp de Versos primários.

 

 

 

 

Ser Novo Janeiro 20, 2009

Posted by LM in Ideias Cat Stevens.
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a propósito de ano novo, e de este ainda ser novo, o que realmente importa é nós próprios sermos novos. sermos novos como dizem os seguintes artistas: 1) Cat Stevens – Oh Very Young e 2) Joan Baez – Forever Young (de Bob Dylan)

Cat Stevens

Letra:

Oh Very Young

Oh very young
What will you leave us this time
You’re only dancing on this earth for a short while
And though your dreams may toss and turn you now
They will vanish away like your daddy’s best jeans
Denim blue – fading up to the sky
And though you want him to last forever
You know he never will
You know he never will
And the patches make the goodbye harder still

Oh very young
What will you leave us this time
There’ll never be a better chance to change your mind
And if you want this world to see better days
Will you carry the words of love with you
Will you ride the great white bird into heaven
And though you want to last forever
You know you never will
You know you never will
And the goodbye makes the journey harder still

Oh very young
What will you leave us this time
You’re only dancing on this earth for a short while
Oh very young
What will you leave us this time

 

Joan Baez – Forever Young

Letra:

Forever Young (Bob Dylan)

May God bless and keep you always,
May your wishes all come true,
May you always do for others
And let others do for you.
May you build a ladder to the stars
And climb on every rung,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.

May you grow up to be righteous,
May you grow up to be true,
May you always know the truth
And see the lights surrounding you.
May you always be courageous,
Stand upright and be strong,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.

May your hands always be busy,
May your feet always be swift,
May you have a strong foundation
When the winds of changes shift.
May your heart always be joyful,
May your song always be sung,
May you stay forever young,
Forever young, forever young,
May you stay forever young.

Coragem de mudar a Esquerda Dezembro 15, 2008

Posted by anlundo in momentos para mudar.
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No segundo encontro Manuel Alegre falou assim.

Parece-me oportuno os cidadãos portugueses mudarem o rumo da política neste país.

A Felicidade exige valentia. Novembro 19, 2008

Posted by anlundo in Notas Comuns.
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A felicidade exige valentia.

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço que minha vida  é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber um crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

                                                          Fernando Pessoa – 70º aniversário da sua morte

(texto recebido por mail. obrigado D.ª M.A.)